Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ainda Tem Etiqueta

Ainda Tem Etiqueta

Comprei umas coisinhas

por Francisca, em 11.01.15

 

Meti na cabeça o ano passado que queria umas calças de veludo. Veludo preto. Pouca gente gosta. Acho muito bonito. Sou daquelas que gosta de coisas estranhas. Meti na cabeça este meu desejo, mas com o desafio de poupar dinheiro desisti da ideia. Até hoje. Exacto. Mas vá, eu tenho toda uma explicação para o gasto.

Consegui vender um tablet pouco ou nada usado. Fora os seis livros que serviram para pagar o workshop de costura. Dinheiro extra no orçamento não mexe com as poupanças. Certo? Poupanças intactas! Portanto, optei por comprar nos saldos a tal peça de veludo. Aliás, comprei três peças na Mango (as calças de veludo incluídas)  e ainda consegui guardar dinheiro. As três peças foram 23 euros. Isto são saldos! Isto dão pechinchas das boas! Isto é futilidade barata com rendimento. Dois pares de calças e um colete. Sabem aqueles coletes com corte masculino? Foi um desses. Uma vez vi a Cláudia Vieira com um colete desses, achei lindo, registei logo na minha lista. Já tenho o colete, só me falta uma Cláudia Vieira. 

Hoje foi o dia em que Francisca vende um tablet encostado à box, compra três peças da Mango por vinte e três euros e ainda guarda dinheiro. Podia ter trazido mais. Vi vestidos lindos de manga comprida, vi casacos lindos, vi saias perfeitas, vi uma mala de lantejoulas maravilhosa. Eu acho que o meu bicho comilão chamado consumista fez as malas e abandonou-me. Ah, juro que vou dar muito uso às últimas aquisições. 

Preciso contar-vos como correu o meu aniversário

por Francisca, em 07.01.15

Foi um dia espectacular. Fui à exposição Bryan Adams Exposed no Centro Cultural de Cascais. O preço do bilhete: três euros. Como ia acompanhada, paguei os dois bilhetes. Como fomos cedo, tínhamos a exposição toda para nós. O almoço foi no Panorama, no Guincho, com vista para o mar. Marisco até cair. Vinho. O almoço foi presente da super melhor amiga Raquel. O passeio da tarde foi no Chiado. De vouchers na mala. Eu, mais uma vez, não comprei nada. Ao longo do dia gastei vinte euros e cinquenta cêntimos. Só com comida, cafés e bilhetes. Sem compras. Ainda agarrei numa camisola cinza em saldos, muito gira, mas ficou lá. Não faz mal. Não estou a pensar nela.

Quando cheguei a casa tinha uma festa surpresa preparada pelo marido. Um colar com a inicial do nome do meu filho. Os amigos. Ainda recebi um conjunto de pratos, tigelas e copos (normais e de brinde). Fazia muita falta. Os amigos sabiam. Era repetitiva nos queixumes durante os jantares amigáveis lá em casa. Agora só faltam as colheres de café. A minha mãe diz que vai encarregar-se disso.

Quanto aos vinte euros recuperei tudo. Consegui vender cinco livros. Dinheiro com destino, para a realização de um objectivo de 2015. Falarei nisso no próximo texto. Uma certeza, não será para comprar mais livros.

 

Conclusão: oitenta euros em vouchers, duzentos euros guardados, algumas moedas no mealheiro, cento e trinta euros para gastos comuns ao longo das próximas semanas. Se receber na última semana de Janeiro, faltam duas semanas e meia. Estou mesmo satisfeita. 

Uma semana após receber o ordenado

por Francisca, em 29.12.14

Não contente, fui meter-me noutro centro comercial para uma ida ao cinema. No mesmo dia em que os saldos davam ar de sua graça. De vouchers novamente na mala. Assim que cheguei fui direitinha ao cinema comprar os bilhetes. No dia anterior, tinha aberto um mealheiro depenado com catorze euros, não mexi no meu orçamento para os bilhetes. Com uma hora para passear antes do filme, espreitei várias lojas.

 

Não costumo entrar na Tezenis, mas um íman puxou-me para dentro da loja e fez-me agarrar em três camisolas de algodão, duas calças de bom material, tudo com 50% desconto! Peças que precisava obrigatoriamente no meu armário, sobretudo por causa do preço! Histérica, meti-me na fila para pagar. Tinha duas pessoas à minha frente. Bem-ditas pessoas, consegui pensar duas vezes antes de chegar à caixa de pagamento. “Não preciso, foge!”. Arrumei tudo no lugar e saí da loja. As camisolas eram giras giras giras. Juro. A minha conta seria de cinquenta euros. Não foi. Os cinquenta euros ficaram na minha conta.

 

Depois do cinema, fui espreitar a feira com livros junto ao metro do Oriente. Conhecem? Começo a ver as capas, só autores que ainda não tinha lido, preços desde sete euros, bem mais caros no site da Fnac. Agarrei em sete livros. Depois seleccionei quatro. No final, não levei nenhum. Milagre, cantem aleluia. Eu nem me reconheço. A minha irmã Alexandra ainda olhou para mim para ver se estava com febre, mas parecia orgulhosa.

 

Todavia, comprei um candeeiro novo para a mesa-de-cabeceira. O antigo partiu-se. Também comprei um carregador de pilhas. Fartei-me de comprar pilhas todos os meses para a câmara fotográfica. Era uma fortuna em pilhas. Extras necessários. Nada de futilidades ou coisas repetidas.

 

Do ordenado meti duzentos euros de parte. Fiquei com cerca de duzentos para gastar após pagar as despesas. Cmm isto, tenho cerca de cento e cinquenta para as próximas três semanas. Não esquecer, tenho o meu aniversário à porta. E o aniversário da sobrinha. 

 

Esta semana não volto a entrar  em nenhum centro comercial. Os festejos da passagem de ano vão ser em casa. Uma festa simples, no quentinho. 

 

Pensar positivo. Janeiro é longo, mas na verdade uma semana já passou. Para mim. 

Ontem fui ao centro comercial e...

por Francisca, em 27.12.14

 

...levei os vouchers e portei-me lindamente.

 

Verdade. Oitenta euros chegaram a casa intactos. A ideia era ir ao cinema, mas acabámos por não ir. Culpa dos horários das sessões. Ficámos pelo passeio e o lanche na Fnac. O único dinheiro gasto foi cerca de cinco euros. O lanche e o raio do parque de estacionamento. Detesto parques de estacionamento pagos. Uma pessoa já gastei o dinheiro nas lojas, deviam acabar com isso. 

 

Os saldos ainda não começaram, mas as pessoas estavam malucas. Filas enormes nas lojas maiores. Espreitei a Zara, a Primark, a Berska, a Pull & Bear, a Fnac. Tudo doido. Se há outra coisa que me faz desistir de uma compra é a fila de espera. Prefiro ir embora sem AQUELA peça. 

 

Fiquei muito orgulhosa de mim. E o meu marido também, apesar de não ter admitido. Ainda é cedo para atirar os foguetes. Compreendo. 

 

Então, mas explica lá como é que fizeste para resistir? Disse para mim mesma:

os saldos estão a chegar, não compensa comprar antes. 

não precisas de mais casacos, por favor.

olha aquela fila gigante, esquece.

acredita que os livros vão levar descontos maiores lá para meio de janeiro. 

não precisas de nada. 

já imaginaste três mil euros na tua conta no final do ano?

 

 

Foi mais ou menos isto. Não foi difícil. Estava determinada a não gastar e não gastei. Eu sei que ainda estamos no começo, estive quase para comprar um iPod, mas vou conseguir! 

 

Quando os presentes são vouchers

por Francisca, em 26.12.14

Parece que o pai natal ficou a saber do meu objectivo para 2015. Ando a espalhar a boa nova pela família e amigos, mas nunca pensei que o velhinho de barbas brancas estivesse atento. Não estava à espera de receber prendas, quanto mais vouchers para eu fazer compras nos maiores centros comerciais de Lisboa. Obrigada. Oitenta euros para eu esticar nos próximos tempos. É claro que o meu coração começou a bater forte quando vi os envelopes. Os meus olhos brilharam. Entretanto, em visita à madrinha recebi mais um envelope com vinte euros. Cem euros extra no meu orçamento. Não mereço tanto, mas sinto-me eternamente agradecida. 

 

Os saldos estão a chegar. Estou a preparar-me psicologicamente para enfrentar a maior época festiva para as mulheres. Para já, tudo controlado. Para já! Nem tenho ido ao site da Zara, mas sei que os saldos começaram porque recebi e-mail. Enquanto estou sentada a escrever este texto, a minha conta está a salvo. Acho.  

 

No dia vinte e quatro tive de comprar a prenda da minha irmã Marina e do meu sobrinho. Gastei cerca de doze euros. Poupadinha. Um soutien na Calzedonia a quatro euros e um par de sapatos com um padrão giro cerca de oito euros e um babete a um euro. Aproveitei umas promoções. Já dei imensa roupa do meu filho para o meu sobrinho. Roupa praticamente nova. O dinheiro que pedem por uma peça de roupa de criança é um roubo, não concordam? Tenho comprado em lojas de roupa em segunda mão, tenho recebido roupa de amigos e não compro em quantidade excessiva. Não vale a pena, ele está a crescer. Por falar nisso, a roupa do meu filho dá outro texto: como me oriento com poucos, mas confortáveis (e giros) conjuntos. 

 

Hoje terei o meu primeiro grande teste. Vou ao centro comercial. Eu e os meus queridos vouchers. Não vão ficar em casa. Quero ver como aguento a pressão. Quero ver assistir da primeira fila! Uma espécie de rascunho para o desafio final em 2015. Faltam quatro dias para o desafio começar oficialmente. 

 

Agradeço o apoio efusivo dos visitantes do blogue. É tudo uma grande novidade para mim. E qualquer gesto de apoio é mais do que bem-vindo, é um saco cheio de abraços e palmadinhas nas costas. 

 

Plano A

por Francisca, em 21.12.14

 

Abri uma conta poupança. Todos os meses vou colocar uma quantia de lado. O que sobrar no final do mês vai para lá também.

Para me organizar comprei o Kakebo e fiz o meu próprio organizador. Falarei no Kakebo noutro post. O meu organizador é um dossier simples, cor de rosa, de tamanho A4, com vários separadores e micas. Está dividido por secções: supermercado, livros, receitas, despesas fixas e despesas de saúde. Com as respectivas micas.

Nessas micas vou colocar todas as facturas com os devidos contribuintes. Em 2015 não vou ser preguiçosa, vou dar o contribuinte! Para além disso, quero dividir as despesas do meu filho com o contribuinte dele. Roupa, saúde e alimentação. Eu preciso dessa organização porque quando chega o IRS nunca sei de nada. Tenho de andar a abrir e a fechar gavetas à procura de recibos. Vou anotar tudinho. Cada cêntimo. O problema vai lembrar-me, mas vou tentar criar um horário só para esse registo. Durante o pequeno-almoço no dia seguinte, ou na pausa do café a meio da manhã. 

Assim que receber o ordenado vou pagar as despesas fixas, como tenho feito até aqui. Coloco o valor de parte e parto à aventura. Meto umas coisas à vendas nos sites de vendas. E depois um dia de cada vez. 

Todos os meses tenho 250 euros para gastar no supermercado. Em casa somos quatro. O valor é sempre gasto e nunca sobra nada. Gostava de conseguir gerir melhor esse valor. Vou andar em cima das promoções. Prefiro fazer as compras do mês de quinze em quinze dias, em vez de uma só vez. Já vi que poupo mais assim. 

Em relação à roupa, acho que vai ser mais fácil gerir isso. Só preciso de ir tirando algumas ideias aqui e acolá. E quem sabe aprender a modificar algumas peças. Criar alguns coordenados com antecedência vai ajudar-me.

Costumo receber antes do fim do mês, lá para dia 25/26. Janeiro vai ser um mês grande. Passagem de ano, vou ter o meu aniversário, o aniversário da minha sobrinha mais velha. O pior? Os saldos estão a chegar. Vou precisar de muita força. 

Ocupar-me e manter-me longe dos centros comerciais. Ah, e os sites online. Para não chorar. Só preciso pensar que vai compensar no final todo o esforço. Não é verdade?

Mais sobre mim

foto do autor

Tags

mais tags

Links

  •  
  • Livros

    Bimby

    Supermercado

    Blogs Inspiradores